Joystick ou a experiência de um G 27 x Gran Turismo 5.

Aprovado


Colocamos a mão no insano volante da Logitech e acredite: 

- A experiência faz com que o joystick seja ignorado!

Tempo de resposta


Ao manipular a direção com um jogo que tenha sido designado com o volante em mente, como é o caso de Gran Turismo 5, a responsividade é praticamente impecável.

A sensação de velocidade muda quando alternamos de um mero DualShock para um volante com pedais de aceleração, freio, embreagem e câmbio.

Por oferecer uma experiência que se aproxima bastante de uma direção real, contudo, o volante pode não agradar os não aficionados pelo universo automobilístico. Já os entusiastas de plantão ficarão seduzidos pela gratificante experiência. Jogar Gran Turismo com o G27 é no mínimo algo fora do habitual – e isso talvez já seja suficiente para convencer os exigentes e os misericordiosos.

Naturalmente, não dá para comparar o acessório da Logitech com uma estrutura que tenha cockpit e tudo mais. Nenhum acessório doméstico desse tipo, na verdade, pode ser comparado aos tradicionais arcades.


Gran Turismo e Force Feedback



(Fonte da imagem: Reprodução/Baixaki Jogos)

Uma das melhores experiências em simulação automobilística é o unânime e consagrado Gran Turismo. Para o teste, utilizamos o último game da franquia, Gran Turismo 5, enquanto o 6 não chega, assim como fizemos na análise do Thrustmaster F430.


E o simulador da Polyphony foi o favorito da equipe por méritos próprios, e não pelo peso que a marca carrega na família PlayStation.

Mais uma vez, o game de corrida parece ter sido feito para o volante e vice-versa.

Dá até para imaginar a brilhante equipe do estúdio concebendo o jogo para ser aproveitado dessa maneira.

O Force Feedback, função que simula as trepidações do carro quando ele está sendo guiado sobre terrenos esburacados, nos momentos de batida, nos encontrões com outros veículos ou nas freadas bruscas, coloca o jogador num carro de verdade – inclusive com os mesmos “medos”.

O inusitado dessa história é que o volante “toma conta” do jogador, e não o inverso.

As vibrações são sutis, mas o que impressiona é o comportamento da direção. É semelhante a uma corrida de kart: ao bater em muretas ou relar em outros veículos, o jogador tem uma resposta rápida em que o volante trepida, balança para os lados e retoma sua posição original como forma de segurança, mostrando que o carro está desgovernado (ou melhor, o jogador), tal como poderia ocorrer na vida real.

A consequência é um automóvel rodopiando “sem explicação”. Não há o que fazer a não ser esperar para retomar o controle do veículo – pois é você quem certamente está sendo controlado.

Vale a pena?

O G27 é uma faca de dois gumes: os entusiastas vão amar, ao passo que os amadores vão estranhar. Ainda assim, a experiência é igualmente gratificante e dificilmente há espaço para frustração.

O investimento gira em torno de R$ 600 a R$ 800 (podendo custar mais ou menos que essa média) nas principais revendas do varejo nacional e certamente compensa pela soma de todos os benefícios oferecidos. O G27 compete diretamente com o modelo T500, da Thrustmaster, que tem montagem parecida.

Os perfeccionistas certamente encontrarão ressalvas porque sim, elas existem. Nada é perfeito. A calibragem complicada no PC e a pressão relativamente pesada que deve ser aplicada aos pedais podem incomodar alguns.

Mas esses detalhes críticos são completamente ofuscados. Não há como negar: ao sentar com o volante em frente a uma TV de 46 polegadas (essa é outra recomendação  tela grande!) e Gran Turismo na bandeja do PS3, você vai entrar correndo na internet para pechinchar valores do G27, que carrega o peso da marca Logitech.





Compatibilidade limitada


Infelizmente, não dá para colocar na bandeja o game de corrida que der na telha e esperar que o volante ofereça a compatibilidade desejada.

Para usufruir de todos os recursos que o G27 oferece – rotação do volante em 900 graus, Force Feedback, troca manual de marchas –, o game precisa estar relacionado com essa especificação no site da Logitech. Alguns são compatíveis parcialmente com o acessório.

Gran Turismo 5 foi o campeão da análise. Assim que o PS3 é ligado, a direção se mexe sozinha para fazer o ajuste automático. Basta entrar no game e fim de papo.

O produto da Logitech o G 27 é compatível com PS2, PS3 e PC. 


O adjetivo “retrocompatível” pode ser aplicado ao G27, pois o volante, além de servir ao PS3 e ao PC, atende aos donos do aposentado PS2. Jogadores novatos, intermediários e avançados terão o mesmo grau de conforto e exigência – dadas as devidas limitações, é claro.



Dois CDs contendo os drivers necessários acompanham o acessório para a jogatina no PC. 

O calibre, contudo, é tão complicado quanto qualquer hardware externo espetado num computador que use o sistema operacional de Bill Gates: é preciso usar o Painel de Controle para ajustar manualmente os eixos de direção, a sensibilidade e outros aspectos triviais.
Já no PS3, basta espetar na USB e fim de papo. Todo o calibre é realizado automaticamente pelo fato de o console da Sony possuir um sistema “fechado”, por assim dizer.

(Fonte da imagem: Reprodução/Baixaki Jogos)

Três pedais: aceleração, freio e embreagem


Na tentativa de oferecer uma experiência que fique o mais próxima possível do conceito de simulação, o G27 conta com pedais de aceleração, freio e embreagem.

O acabamento das bases é em aço escovado. 

Os pés da base de pedais são emborrachados para assegurar a firmeza no chão.

Não dá para se empolgar tanto, contudo. Numa superfície em carpete, como é o caso aqui da redação, a tendência é que a base escorregue se o jogador quiser imitar um piloto de Fórmula 1. 

Quaisquer movimentos bruscos podem desviar os pedais de seus pés e comprometer a jogatina, ainda mais considerando que há três pedais.

(Fonte da imagem: Reprodução/Baixaki Jogos)
A embreagem deixa um gostinho imenso de quero mais.

É claro que a sensação não é a mesma que a de um fliperama, mas a imitação é certeira e absolutamente válida. Se você tiver a estrutura e o espaço físico adequados, o ambiente da jogatina pode se tornar um verdadeiro cockpit.

A pressão sobre os pedais deve ser natural. Eles são macios e dão boa responsividade, mas há uma ressalva: o pedal de freio (o do meio), pelo menos no modelo testado aqui pela equipe, é um tanto rígido, “duro” demais. 

Naturalmente, o intuito da Logitech é simular um freio de verdade, mas isso pode assustar os "desavisados". É necessário aplicar uma força maior para equalizar o desempenho com os outros dois pedais, tal como ocorre na vida real.

O jogador pode aplicar uma força média que terá a responsividade necessária de aceleração, freio ou mudança de marchas. Claro que o game na bandeja (ou no HD) influencia no desempenho e no tempo de resposta dos pedais, mas a performance se mostra satisfatória de um modo geral.

Volante – couro sintético aveludado, boa amplitude para as mãos e rotação em 900 graus


Em comparação com outros modelos do mercado, o volante do G27 é maior e quase simula uma direção de verdade – inclusive no acabamento, revestido em couro sintético e aço inoxidável.

(Fonte da imagem: Reprodução/Baixaki Jogos)
O imponente volante tem um painel enxuto e com poucos botões. É um bom adepto da filosofia “facilitar em vez de complicar”. 

Os velocistas de plantão são ansiosos e curtem ver uma interface descomplicada. Os principais botões e comandos, que à primeira vista podem parecer confusos, estão localizados no câmbio, discorrido mais adiante.

 Esses comandos depois se tornam comuns e oferecem atalhos que descartam completamente o uso do DualShock ou do teclado no PC.

Outra característica que assemelha o acessório a uma direção verdadeira é a rotação do volante: 900 graus. Basicamente, o jogador precisa girar duas voltas e meia para cada lado até encontrar o “paredão” de limite, tal qual um volante real. 

É um “conforto desconfortável”, pois isso aumenta um pouco o grau de dificuldade da experiência – por uma boa causa.

Câmbio: trocando as marchas manualmente


Está aí a menina dos olhos do G27: o câmbio. 

A presença dele faz toda a diferença principalmente em simuladores. Os fãs de corridas em caráter de arcade também terão suas preces atendidas, mas a troca manual de marchas é uma terceira ação que o jogador precisa fazer – pedais, volante e câmbio. 

Quem não dirige dificilmente vai sanar a carência de se divertir com algo diferente.

(Fonte da imagem: Reprodução/Baixaki Jogos)

Conforme mencionado, é no painel central do câmbio que estão os principais botões que correspondem aos comandos executados pelo joystick tradicional: círculo, X, quadrado, triângulo, d-pad etc. 

Há dois gatilhos atrás do volante, um na lateral esquerda e outro na direita, que representam uma alternativa para a troca de marchas – botões também conhecidos como “borboletas traseiras”. Alguns carros importados, como Lamborghini, Mustang e outros modelos, utilizam essa borboletas na vida real e descartam o uso do câmbio.

Bom, agora você pode dar a sua opinião para nós, já viveu a experiência de um G27?


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 Formula Gamer

Venha viver essa emoção!


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